Canção das mulheres
Pq esse pequeno texto tem sido um resumo de mim nas últimas semanas...
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher."
Promessas matrimoniais
Texto perfeito, como tudo que a Martha Medeiros escreve...
Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre: "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?" Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
- Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor? 
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?
Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.
Miss Imperfeita
Enquanto não tenho mais novidades sobre o transplante do marido, segue um texto maravilhoso da Martha Medeiros, com o qual me identifiquei muitíssimo. Confere aí:
A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem..
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso,francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
Transplante do marido: notícias
O médico avaliou os exames da minha sogra e disse que está tudo OK. Agora é dar entrada na guia da arteriografia e pedir a Deus que saia pelo SUS até, pelo menos, novembro. Se não sair, vamos perder o amor de R$1.900,00 pra pagar esse exame e, posteriormente, aprontar tudo para o transplante. (Para entender melhor, clique aqui.)
É isso... Tô hiper-ultra-mega feliz e gostaria de agradecer, mais uma vez, toda torcida e orações. Deus abençõe a todos.

Como sempre, assim que tiver mais novidades, eu volto!
Big Mac? Eu querooooo!!!

Mas, é hora de meter a mão na massa né? Então... vamos lá!!!!
1/2 xícara de maionese
2 colheres de sopa de molho tipo french (à venda em supermercados como tempero para salada)
1 colher de sopa de cebola picada em pedaços bem pequenos
4 colheres de chá de relish de pepino agridoce bem picado
1 colher de chá de açúcar
1/8 de colher de chá de sal
Modo de fazer:
Misture toda a lista de ingredientes acima num potinho. Cubra o pote e coloque-o na geladeira, de preferência um dia antes de preparar seu Big Mac caseiro. A receita dá para 3 hambúrgueres caprichados.
Não sabe onde encontrar o relish de pepino? Vê aqui ó, ou lê aí embaixo:
Ingredientes:
- 6 xícaras de chá de pepinos bem picados com a casca
- 2 xícaras de chá de pimentões verdes picados
- 2 xícaras de chá de pimentões vermelhos picados
- 1 xícara de chá de cebola bem picada
- 2/3 de xícara de chá de sal
- Água
- Vinagre branco o suficiente
- 1 xícara de chá de açúcar (opcional)
- 2 colheres de sopa de semente de mostarda
- 1 colher de sopa de semente de aipo
- 2 pimentas calabresas curtidas
- Misture os vegetais com o sal e 6 xícaras de chá de água; reserve por 3 horas
- Escorra, enxágüe com água gelada por 2 vezes
- Coloque o vinagre o açúcar, a semente de mostarda, as sementes de aipo e as pimentas vermelhas picadas numa panela
- Deixe ferver até que o açúcar dissolva
- Ferva por 5 minutos e adicione os vegetais reservados e ferva novamente
- Retire imediatamente do fogo e coloque em potes esterilizados, selando-os imediatamente.
P.S.: Esse é um post feito na tentativa desesperada de esquecer - ainda que por alguns minutos - que hoje é terça-feira, dia em que o médico deve dar o retorno da avaliação dos exames da sogra. Assim que tiver reposta, eu corro pra contar pra vocês tá? #oremos
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